Sabemos que estabelecer regras e limites não é uma tarefa fácil para os pais.
Estabelecer limites é ensinar a criança o que é permitido e o que não é.
Os limites têm diversas funções. Uma delas é a de dar proteção e segurança à criança.
Os limites protejem a criança quando são colocados com o objetivo de prevenir acidentes.
Os limites também protejem a criança contra o excesso de culpa ou remorsos associados a um mau-comportamento.
Diante de uma tolice os pais, ao invés de se dirigirem à criança com agressividade, acusações e críticas, precisam reconhecer os sentimentos dela, ao mesmo tempo. impedir os seus ataques físicos, dizendo coisas do tipo: "Você deve estar muito zangada porque não deixei você assistir à televisão antes de terminar a tarefa, mas não pode jogar tudo no chão por causa disso."
A falta de limites implica a ausência de consequências para o comportamento indesejáveis da criança, o que acarreta inúmeros problemas. Quando os limites não são estabelecidos, a criança sai ilesa das situações, o que faz com que seja quase impossível para ela prestar atenção às palavras dos outros e ouvir instruções (conselhos, sugestões).
Quando não consegue ouvir instruções, a criança dificilmente as segue, o que dificulta muito as suas apredizagens e a sua capacidade de adaptação ao ambiente.es
Um outro problema associado à falta de limite é a impulsividade.
A criança cujos pais não determinam limites para ela, jamais poderá a estabelecê-los para si mesma.
Além disso, se nunca há limites, então também não pode haver satisfação por tê-lo atingido e nem a sensação de ter chegado ao ponto máximo. Neste sentido, a ausência de limites pode provocar uma ganância insaciável, associada ao lema: "Quero mais, quero mais."
A pessoa viverá, então, infeliz, insatisfeita, angustiada e com a eterna sensação de que está faltando alguma coisa.
Portanto o estabelecimento limites é fundamental para que a pessoa valorize o que já conseguiu, ao invés de considerar sempre mais importante o que ainda não tem.
E ainda, não estabelecer limites constitui um fator que contribui para a aquisição e manutenção de comportamentos socialmente não-aceitáveis, ou seja, comportamentos considerados disfuncionais, como por exemplo, a agressividade.
E os limites devem ser estabelecidos desde cedo, para que a criança possa obeceder as regras mais tarde.
Em outro post, irei algumas dicas úteis que podem ajudar aos pais no estabelecimento de regras e limites.
Bibliografia:
Oliveira, S. et al. Compreendendo seu filho: uma análise do comportamento da criança. Bélem. 2002
Olá Raquel, vi sua postagem e fiz algumas alterações, depois de uma olhada. Um abraço!
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